quinta-feira, 16 de julho de 2015

Vale a pena lutar contra os agrotóxicos e os transgênicos?

Hoje enquanto eu estava no telhado da minha casa irrigando minha plantação de hortaliças......olhei para o céu nublado e me pus a esquematizar uma solução(uma estufa?) um modo de bloquear a chuva ácida que está detonando as minhas lindas folhas verdes.......depois me lembrei da praga(pulgões das couves que não me dão descanso se as folhas ficarem mais de dois dias após uma chuva, sem a “milagrosa” água de fumo pimenta e sabão....vale a pena tanto trabalho? Lembrei que esse trabalho de não deixar folhas sem “proteção” também vale para as couves com veneno,neah...!     Mas vale mesmo a pena lutar contra os venenos nos alimentos? Bom, na minha casa vale e vale muito. Economizo, não comemos veneno(pelo menos nas 35 espécimes que cultivo o restante ainda tenho de comprar) mas me divirto muito também...adoro cultivar,mexer com a terra e as plantas.

Apesar dos motivos serem mais do que óbvios, e por incrível que pareça, ainda tem muita gente que pouco se importa em cultivar, comprar, ou colocar veneno em pratos de comida. Mas até quem já se preocupa e tenta se desvencilhar dessa armadilha mortal, aqui no Brasil por exemplo,  ainda vive em uma luta conflitante nos mercados, feiras ,restaurantes, casa de familiares e amigos, etc, porque ainda estamos longe do tempo onde encontraríamos alimentos orgânicos onde quer que estejamos. Mas o que acontece é que na maioria das vezes ainda temos que recorrer aos alimentos convencionais na maioria das compras. Eu particularmente duvido que a poderosa indústria química da morte irá de fato se render absolutamente, nos grandes países chamados pejorativamente de terceiro mundo, simplesmente porque são estes os seus paraísos absurdamente lucrativos. Essa máquina de fazer dinheiro com a morte, e incrivelmente ligada a indústria farmacêutica só se renderá se realmente perder mercado significativamente. E essa situação só poderia surgir mediante pressão dos consumidores recusando os alimentos envenenados. Mas a questão que dá margem de segurança à indústria da morte, é principalmente o valor ainda muito mais elevado dos produtos orgânicos com relação aos convencionais envenenados, e não somente pela falta destes nas gôndolas ou bancas. Então a pergunta que sempre faço quando leio ou escuto alguma reclamação do “outro lado” é a seguinte: Se não houveram os custos com os venenos porque o preço é tão mais alto? Usar de desculpa da falta de mão de obra no campo(o que é uma realidade) para justificar o alto preço não serve neste caso, porque esse problema atinge a agricultura convencional também. Além do que a maior parte dos alimentos horti-fruti por exemplo vêm da agricultura familiar(não contrata uma folha de pagamento absurda) e não da agro-indústria mecanizada(também não  contrata uma folha de pagamento absurda  e estranhamente só gosta de plantar soja e milho transgênico). Então se a oferta de alimentos orgânicos é muito menor que a dos convencionais, os primeiros deveriam ser campeões de venda. Enquanto que o que acontece é o contrário. No acredito que haja gente que prefira comer veneno mas acho que as pessoas são levadas a comprarem o mais barato porque precisam economizar porque a grana está curta. Realidade dura! Quem entende minimamente como funciona o capitalismo(acúmulo de lucro) sabe que é o oportunismo e a escasses que movem essa volúpia. Verdade seja dita!  A culpa é dos dois lados,ou dos três lados? Mas a questão vai além da preocupação econômica e envereda para causas irreversíveis e revoltantes. Por exemplo:

Menino de 7 anos morre intoxicado após comer couve em Mato Grosso

 Publicado: 18 Junho 2015-fonte: http://www.contraosagrotoxicos.org


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